A história do nascimento
Como foi a gestação, a posição do bebê, o tipo de parto, o tempo de trabalho de parto, o uso de fórceps ou vácuo, e o que mudou desde então.
A avaliação de osteopatia pediátrica procura tensões, assimetrias e restrições de movimento enquanto ainda são simples de corrigir. E ela tem hora: no torcicolo congênito, a idade em que o tratamento começa é o principal fator de prognóstico.
Dr. Thiago Alvim · Osteopata pediátrico desde 2017 · Atendimento desde o nascimento
No torcicolo muscular congênito, uma das alterações mais comuns e mais silenciosas do recém-nascido, a literatura é consistente em um ponto: quanto mais cedo o tratamento começa, melhor o desfecho e menor a chance de precisar de cirurgia.
de prognóstico bom quando a intervenção começa no primeiro mês de vida.
de resultado excelente ou bom, e nenhum caso precisou de cirurgia.
é a última fase em que a assimetria craniana ainda costuma responder só a reposicionamento, sem órtese.
das crianças que chegaram tarde precisaram de cirurgia do esternocleidomastoideo.
E ele acontece com um corpo cujos ossos do crânio ainda não estão fundidos. Compressão, rotação, tração, tempo de expulsivo, posição intrauterina, cesárea de última hora: tudo isso deixa marca funcional. Na maioria dos bebês, o próprio corpo resolve. Em uma parte deles, não. O problema é que ninguém checa qual é qual.
dos partos no Brasil são cesárea, chegando a cerca de 90% na rede privada. Um contexto de nascimento diferente daquele para o qual o corpo do bebê está calibrado.
dos recém-nascidos apresentam alguma alteração craniana. A maioria é leve e transitória, mas parte dela persiste e se acentua com o posicionamento nos primeiros meses.
é a estimativa mais citada para torcicolo muscular congênito, e algumas séries relatam números bem maiores. Quase sempre passa despercebido em casa.
Ele chega ao mundo praticamente sem pescoço, com os braços dobrados e as mãozinhas fechadas. Essa tensão não é defeito nem sinal de problema: era exatamente o que o corpo dele precisava para caber e se organizar dentro do útero.
O que muda no nascimento é a tarefa. Ele passou nove meses se adaptando à vida lá dentro, e agora precisa se readaptar à vida aqui fora. Essa readaptação é uma jornada, e ela nem sempre acontece por completo sozinha.
Toda a causa do problema do bebê são as tensões.
Dr. Thiago Alvim, osteopata pediátrico
Quando parte dessa tensão fica para trás, ela aparece em fases, quase sempre na mesma ordem. É por isso que a idade em que a família procura ajuda já diz muito sobre o que vamos encontrar. Veja em qual fase o seu bebê está.
É o primeiro sinal que a mãe sente, e quase ninguém liga ao corpo do bebê. Ele pega bem de um seio e briga no outro, a mamada é longa e cansativa, entra muito ar, e o mamilo dói só de um lado. A cervical alta com pouca mobilidade dificulta girar a cabeça para um dos lados.
É a fase que todo mundo conhece e que a família aprende a chamar de fase. Cólica que não segue o roteiro, refluxo mesmo com ganho de peso adequado, dificuldade para evacuar, constipação e um sono que se quebra a cada ciclo curto.
Aqui a tensão fica visível. O bebê não gosta de ficar de barriga para baixo, mantém o pescoço inclinado para o mesmo lado, arqueia o corpo para trás e a cabecinha começa a achatar de um lado. É a última fase em que a assimetria craniana costuma responder só a reposicionamento, sem órtese.
A consequência de tudo o que veio antes. O bebê não faz com quatro meses o que já era esperado para dois ou três, porque evita a posição que incomoda e, evitando, treina menos. O atraso não é preguiça: é um corpo que escolheu o caminho de menor desconforto.
Esse é o ponto que costuma se perder na conversa. Depois dos seis meses ainda há muito a fazer, e bebês maiores respondem. Mas o caminho muda: mais tempo de acompanhamento, mais recursos envolvidos, e alguns desfechos que já não voltam sozinhos.
Uma consulta tranquila, com o bebê acordado ou dormindo, sem procedimento invasivo e sem pressa. Você fica junto o tempo inteiro.
Como foi a gestação, a posição do bebê, o tipo de parto, o tempo de trabalho de parto, o uso de fórceps ou vácuo, e o que mudou desde então.
Postura, mobilidade cervical e de tronco, padrão de tensão, reação ao toque, simetria craniana e qualidade dos movimentos espontâneos.
O que foi encontrado, o que é esperado para a idade, o que merece acompanhamento e o que deve ser levado ao pediatra. Sem jargão.
Orientações de posicionamento, colo, troca de lado na mamada e estímulo. A maior parte do resultado acontece entre uma sessão e outra.
Fisioterapeuta com formação em Osteopatia e atuação em Osteopatia Pediátrica desde 2017. Foi um dos primeiros profissionais de Brasília a atender exclusivamente bebês com essa abordagem, consolidada na Europa desde os anos 1990.
A história começou dentro de casa. Ele procurou a osteopatia para tratar o estrabismo da própria filha e evitar uma cirurgia. O que encontrou ali mudou a carreira dele.
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Você vai encontrar promessas grandes sobre esse assunto na internet. Aqui não vamos fazer nenhuma. É mais útil você saber exatamente onde essa avaliação ajuda e onde ela não tem nada a oferecer.
Atendimento presencial, com hora marcada, nas duas asas.
Desde o nascimento. Nas alterações que dependem de mobilidade e de formato, como torcicolo congênito e assimetria craniana, a idade de início do tratamento é o principal fator de prognóstico. Os melhores desfechos descritos na literatura estão nos primeiros meses de vida.
Não perdeu, e é importante dizer isso com clareza. Fica mais trabalhoso e costuma exigir mais tempo de acompanhamento, porque o crânio já cresceu bastante e os padrões de movimento já se organizaram. Mas continua havendo muito a fazer. O que não recomendamos é continuar esperando.
Não. As técnicas são manuais, suaves e específicas para bebês, e respeitam o limite do corpo da criança. Não existe manobra brusca. É comum que o bebê durma durante a sessão.
Não substitui, e não pretende substituir. O pediatra continua sendo o médico do seu bebê e deve seguir acompanhando o crescimento, as vacinas e qualquer intercorrência. A osteopatia pediátrica é uma abordagem manual complementar, feita por fisioterapeuta, e trabalha junto com o acompanhamento médico.
Depende do que a avaliação encontrar, e essa resposta honesta só existe depois dela. Alguns bebês respondem nas primeiras sessões, outros precisam de acompanhamento mais longo. Nenhum número é prometido antes de olhar seu filho.
Chorar é comum em bebês, e boa parte do choro é mesmo fisiológico. A avaliação serve para responder uma pergunta objetiva: existe restrição de mobilidade, tensão ou assimetria que possa estar contribuindo? Se não existir, você sai da consulta sabendo disso, e isso também tem valor.
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Mães costumam perceber antes. A avaliação existe para transformar essa desconfiança em informação: ou existe algo a tratar, e você descobre no melhor momento possível, ou não existe, e você dorme mais tranquila hoje à noite.
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