A órtese craniana, o capacete, é um recurso real e às vezes necessário. Ela funciona por um princípio simples: contém o crescimento nas áreas que já estão proeminentes e deixa espaço livre nas áreas achatadas, de modo que o crânio se redistribua conforme cresce.
Por depender do crescimento, ela tem janela. É por isso que a idade aparece em toda conversa sobre o assunto.
Quando entra na conversa
De forma geral, a órtese é discutida em casos moderados a graves que não responderam ao reposicionamento, tipicamente a partir dos quatro a seis meses. Em quadros leves, a literatura não sustenta benefício em relação ao reposicionamento bem feito.
Em números práticos: o uso costuma ser de três a cinco meses, com o capacete quase o tempo todo, inclusive dormindo. É um tratamento seguro, sem interferência descrita no crescimento do perímetro cefálico, mas é longo e exige adesão da família.
Como evitar chegar nele
- Identificar cedo. Olhe a cabeça do seu bebê de cima e compare os lados, desde as primeiras semanas
- Tratar a causa, não só o formato. Na maior parte dos casos existe restrição cervical por trás, e sem resolver isso o bebê volta a apoiar sempre o mesmo ponto
- Reposicionamento ativo. Alternar o lado no colo, na mamada e a orientação no berço
- Tempo de barriga para baixo, começando com poucos minutos várias vezes ao dia
- Reavaliar em intervalos curtos, porque nessa fase o corpo responde rápido
Se o capacete for indicado
Não é fracasso de ninguém. Alguns casos são moderados desde o início ou têm componentes que o reposicionamento não alcança. A indicação e o acompanhamento são feitos por profissional habilitado, com medição objetiva da assimetria, e o trabalho de mobilidade costuma continuar em paralelo.
O que não ajuda
Travesseiros e almofadas anti-plagiocefalia não têm respaldo e trazem risco de sufocamento em bebês pequenos. E a frase mais cara de todas continua sendo "vamos esperar mais um pouco para ver".
Perguntas frequentes
A literatura descreve em geral de três a cinco meses de uso quase contínuo, incluindo o sono. O tempo exato depende da idade de início e do grau de assimetria, e quem define é o profissional que indica e acompanha.
A terapia com órtese craniana é descrita como segura, sem interferência no crescimento do perímetro cefálico. O desconforto costuma ser de adaptação, principalmente nos primeiros dias.
Em quadros leves a literatura não sustenta benefício da órtese em relação ao reposicionamento bem feito. O caminho costuma ser mobilidade, reposicionamento e reavaliação.
A fase de melhor resposta só ao reposicionamento já passou, mas ainda há avaliação a fazer e decisões a tomar. O importante é não continuar esperando, porque a janela da própria órtese também depende do crescimento.
Ficou com dúvida sobre o seu bebê?
A avaliação de osteopatia pediátrica existe para transformar desconfiança em informação. Atendimento na Asa Sul e na Asa Norte, com hora marcada.
Agendar a avaliação do meu bebê